Escrever é necessário para o psicanalista e para o ensinante.
Como psicanalista, deve-se dar testemunho do próprio afazer; deve-se presentificar a psicanálise no mundo.
Como pesquisador/ensinante, deve-se prestar contas do próprio ofício à comunidade acadêmica e a todos que se interessem pelo saber aí decantado. Fazê-lo a partir da posição de analista significa produzir um outro estilo de saber, diverso da mestria; um saber avisado da própria inconsistência/incompletude, lastreado na verdade do desejo.
Este site está sendo construído em resposta (entre outras) a tais compromissos.

De nossa posição de sujeitos, somos sempre responsáveis” (Jacques Lacan, A Ciência e a Verdade.)


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•Escrito por Noêmia Crespo•   
••Seg•, 14 de •Maio• de 2007 00:00•

Lendo um Best-Seller com Freud e Lacan:
Sacrifício e Culpabilidade em O Caçador de Pipas

Uma questão crucial que a leitura do Caçador de Pipas nos impõe é seu valor de sintoma. O livro vendeu milhões de exemplares no mundo inteiro. Pondo entre parênteses qualquer juízo concernente à sua qualidade literária, cabe interrogar: de que aspirações e fantasias ele se oferece como versão cifrada? Que teria feito dele o livro certo na hora certa, para um importante nicho de mercado?

 

                 Não apoiaremos nossa análise numa dissecção do viés ideológico do livro, que muitos acusaram de engrossar uma tendência neoconservadora à demonização do fundamentalismo islâmico e legitimação do intervencionismo militar norte-americano “da vez” (no Oriente Médio e Afeganistão, em particular). Interessa-nos mais o perfil dos personagens do Caçador de Pipas - sua carreira moral, conflitos, escolhas, e o desenlace que o autor define para seus respectivos percursos. Propomos considerar o Caçador de Pipas como uma fábula moral, interrogando a mensagem” mais ou menos velada que ela transmite: o que é que se diz aí, daonde se deseja aí1?

Chama a atenção, numa primeira leitura, o esquematismo com que são desenhados muitos dos personagens. De um lado, temos a encarnação da bondade, generosidade e abnegação, em Ali e Hassan. Servos devotados, são incapazes de responder aos abusos e injustiças de seus senhores com outra coisa senão o perdão. De outro lado, temos a personificação do Mal em Assef, que, desde garoto, já se mostra um mini-Hitler - capaz das mais compactas manifestações de ruindade e sadismo. Numa posição intermediária, temos o protagonista Amir – que, como seu pai, revela-se mais humano, dividido; capaz de iniquidade e heroísmo, covardia e coragem. O livro narra a trajetória de tropeço moral e redenção de Amir, com direito a lances de confronto individual vitorioso com o império do Mal no Afeganistão; conversão religiosa pacificadora a um islamismo light; e final feliz como imigrante bem-recebido, pai adotivo e winner do mercado editorial, na dourada Califórnia.

O Caçador de Pipas é um texto confortador, embora se organize em torno de um nódulo traumático: cena de estupro de Hassan pelo jovem Assef, sob os olhos siderados de seu meio-irmão Amir. O protagonista se acusa desesperadamente de omissão, covardia, ou cumplicidade, por não ter enfrentado Assef e seus comparsas nem tentado impedir o estupro de Hassan – ou pelo gozo obscuro que teria extraído da contemplação da cena; até que um capricho do Destino lhe oferece a chance de “ser bom de novo” (sic).

Há uma redenção possível! A narrativa se encaminha para o desenho de uma contra-cena traumática, resgate à dívida moral de Amir e à inocência aviltada de Hassan – reatualizada no infortúnio de seu filho Sohab, submetido à luxúria pedófila do mesmo e indefectível Assef, agora talibã e senhor da guerra. Amir enfrentará, mesmo que só-depois, o déspota cruel de sua infância, do qual suspeita vagamente ter sido um dublê disfarçado e denegado (pois “quem cala consente”...). Que Assef se tenha tornado o chefe de um exército de ocupação sanguinário e fanático, isso pouco importa: Amir o enfrentará assim mesmo, sozinho e desarmado. A inverossimilhança da cena de confronto e do seu desenlace feliz não parece ter prejudicado em nada o sucesso de vendas do livro; quem sabe, até o haverá catalisado.

Talvez Amir desempenhe aí o papel de herói da fábula infantil, aquele que enfrenta por nós e para nós o Lobo Mau – nós que somos cotidianamente expostos ao gozo intolerável de cenas de estupro diversas, na Tele-Visão ou Internet, ao vivo e em tempo real: guerras, chacinas, genocídios, fome, devastação, desespero. Na contemporaneidade, e cada vez mais, Isso Mostra. O mundo tornou-se um grande Big Brother; somos convocados, intimados, a gozar com obs-cenas cada vez mais impactantes e sensacionais. Condenados à impotência, a uma vaga sensação de cumplicidade nos horrores que nos sequestram o olhar, não admira que nos projetemos na figura de um vingador imaginário, um herói que, mesmo fraco, se revela capaz da audácia e eficácia de um Rambo, podendo assim fazer-nos sentir “bons de novo”... Também não admira que invoquemos nostalgicamente o socorro de um grande Pai Provedor, o Deus que Nietzsche tão precipitadamente afirmou que estava morto já no século XIX.

Lacan profetizou o triunfo da religião2 como resposta sintomática ao mal-estar de uma civilização hegemonizada pelo Mercado e pela tecnociência. Há quem leia aí uma advertência, ou uma provocação. De nossa parte, não pudemos evitar a lembrança desses trechos de Lacan ao terminar nossa leitura do Caçador de Pipas.

Não é fácil dispensar o Pai, muito especialmente quando ainda não se fez o necessário uso dele. O recuo estratégico às religiões na contemporaneidade, para além do seu uso ideológico e político, parece dizer algo de uma resposta emergencial à desumanização, à segregação e à barbárie, ao mal-estar que caracteriza a nossa civilização. Melhor prostrar-se diante de um Deus-Pai, subjetivando e escorando assim o próprio desamparo, que entregar-se à tendência crescente de coisificação, medicalização da dor de existir, homogeneização tecnocientífica sujeito-objeto. As religiões pelo menos deixam espaço para a dimensão do sagrado e do mistério, onde se pode fazer a experiência mística de “ser a falta” do Outro – e revisitar os fundamentos estruturais do desejo. Melhor sentir-se causa do desejo enigmático de um Outro nomeado como Deus, um Outro que aliás se esconde e se furta, que sentir-se reduzido ao real do próprio corpo; cobaia devassada, manipulada e domesticada por um saber e um poder cada vez mais sufocantes - que “resolvem” e não faltam, ou faltam cada vez menos.

O Caçador de Pipas é “retrô”, pois além de reafirmar a religião, confere posição de destaque à culpabilidade e ao sacrifício no ordenamento de seu enredo – isso, num mundo onde quase nada é ainda proibido; e onde, ao que parece, a culpa tornou-se culpável em si mesma: culpar-se é um escândalo, pois a ordem é estar “bem”.

Os personagens abnegados do livro, Ali e Hassan - adeptos de um estilo próprio de servidão voluntária – têm a função fundamental de angustiar o herói (e o leitor). Eles sempre oferecem a outra face àqueles que amam; deixam-se trair impunemente. É a estratégia cristã, cuja homologia ao masoquismo Lacan denuncia; sua visada é obter a angústia do Outro.

Amir morde a isca; ele se angustia. Devora-se de culpa – mais uma vez, por nós e para nós. Ao acusar-se de pecado, ele se assegura um lastro subjetivo muito menos angustiante que a “apatia do Bem Universal” de nossa cultura da alienação, do conforto e dos psicofármacos. Amir reivindica para si a culpabilidade, o estatuto de sujeito moral de direitos e deveres. Não é isso bem melhor que aceitar a inimputabilidade medicalizada e coisificada que a tecnociência nos oferece? Já foram desenvolvidas até mesmo substâncias alegadamente capazes de apagar “estresse pós-traumático” dos soldados que voltam de guerras e massacres3. Mas seria este apagamento do “estresse” e da culpa um alívio... ou o pior?

Citemos, a este respeito, um trecho de Lacan:

Não estamos mais, apenas, passíveis de ser culpados pela dívida simbólica. É ter a dívida ao nosso encargo que nos pode ser, no sentido mais próximo que essa palavra indica, censurado. Em suma, é a própria dívida onde tínhamos nosso lugar que nos pode ser retirada, e é ali que podemos nos sentir nós mesmos totalmente alienados. Sem dúvida o Atè antigo nos tornava culpados dessa dívida, mas ao renunciar a ela, como podemos fazer agora, somos tomados por uma infelicidade ainda maior, a de que esse destino não seja mais nada” (Lacan,1960-1961/1992 :295 ).

Amir, neste ponto, não se engana. Não se deixa privar da própria dívida; não se deixa alienar. Prefere afirmar-se culpado e pecador, após um longo período de recalque e anestesia moral. Parte em busca de sacrifício e redenção, chegando ao happy end após enveredar por esta via – mais uma vez, por nós e para nós.

Aqui, porém, o Caçador de Pipas se mostra um pouco otimista demais. A experiência clínica psicanalítica nos revela que a culpabilidade, por mais que seja preferível à angústia difusa e à capitulação moral4, não é uma fatura assim tão fácil de liquidar. Não revela facilmente sua verdadeira causa. Não é sequer uma força atuando sempre em sentido contrário ao comportamento “pecaminoso”, podendo contribuir para incitá-lo5. Convoca à expiação pela via do sacrifício - mas pode tornar-se mais gulosa quanto mais seja alimentada com esse tipo de oferenda, ao invés de aplacar-se6. Isso porque o sacrifício é, muitas vezes, menos sacrificial do que aparenta: ao invés de configurar uma verdadeira renúncia, encobre um mecanismo inconsciente de condensação de gozo.

Amir, devorado pela culpa, inveja a coragem e a paz de espírito que supõe a Ali e Hassan – os personagens abnegados e generosos que fazem do sacrifício pelo ser amado uma verdadeira cartilha de vida. Contudo, aqui também, o texto nos induz a um grave engano. A escuta analítica nos confronta com Alis e Hassans atormentados, eles também, pela culpabilidade, agravada pelo desconhecimento radical de seus motivos. “De que me culpo tanto, se me abstenho sempre de magoar o outro - mesmo em meu próprio prejuízo?” - perguntam-se esses analisantes7. Também escutamos parceiros amorosos de Hassans e Alis que, como Amir, se angustiam - mas também acusam os oblativos partners de manipulação, “chantagem emocional”, etc. Tanto amor, tanta renúncia, só parecem produzir suspeita e mal-estar, quando não o ódio, em seus supostos beneficiários.

Pouco tempo depois de ter calado e consentido no estupro de Hassan pelo jovem Assef e seus comparsas, Amir, desesperado pelo remorso, pede para que o amigo lhe conceda o alívio de alguma punição. Organiza uma cena adequada para isso: bombardeia Hassan com romãs podres, e implora para que este revide. Suplica pelos golpes que possam libertá-lo daquela dívida impagável e esmagadora, ou pelo menos atenuar-lhe o peso. Mas Hassan, claramente, tem outras idéias. Não concorda com isso. Não abre mão de uma só migalha da culpa de Amir, da dívida que encadearia eternamente o meio-irmão a seu nome – e mais fortemente quanto mais Amir tentasse anestesiar a culpa, ou afastar-se de seu credor:

Revide! - exclamei. - Revide, seu maldito! Queria mesmo que ele fizesse isso. Queria que me desse o castigo que eu estava pedindo. Talvez, assim, pudesse finalmente dormir de noite. Mas Hassan não fez nada e continuei atirando frutas nele sem parar. Quando finalmente parei, exausto e ofegante (...) caí de joelhos, cansado, sem forças, frustrado. Foi então que Hassan apanhou uma romã e veio andando na minha direção. Abriu a fruta e a esmagou na própria testa. - Pronto! - disse ele, com voz rouca, e com o suco vermelho escorrendo pelo rosto como se fosse sangue. - Está satisfeito agora? Está se sentindo melhor?” (“O Caçador de Pipas”, p. 97).

Muitos anos mais tarde, após esforços infrutíferos para apagar a própria culpa, Amir decide, corretamente, assumi-la e enfrentá-la. Decide, também corretamente, que as razões de viver valem mais que a própria vida. Parte então para um resgate suicida ao filho de Hassan, que todo o bom-senso do leitor denuncia configurar uma escolha pelo martírio: só a morte poderia saldar a dívida de Amir com Hassan - e só a morte, provavelmente sob tortura, poderia coroar o brancaleônio projeto de resgate a Sohab, em que Amir se precipita. Não se trata de uma aposta, de um plano arriscado mas factível; trata-se, claramente, de uma escolha trágica pela auto-destruição. Mas o autor do Caçador de Pipas parece dizer que esse tipo de decisão heróica - o sacrifício da vida pela redenção dos pecados, próprios e alheios - é agradável a Deus; Este, então, não deixará de intervir, oferecendo ao herói uma saída miraculosa... e um final feliz.

Como encontrar uma via alternativa à alienação do conforto, da apatia, capitulação moral, apagamento do desejo pelo álibi do bem e do menor esforço, de um lado – e, de outro lado, à sedução mortífera e enganadora do sacrifício, do martírio supostamente desejado pelo Outro: “Deus que está lá em cima vendo tudo”; Deus que suponho contabilizar, kantianamente, os sofrimentos que me advêm da submissão aos imperativos do supereu, deles fazendo créditos celestiais acumulados em meu nome? Esta questão ética só pode ter respostas singulares. A clínica psicanalítica oferece o balizamento do real, não do ideal, para que cada um possa inventar seu próprio meio de ser “salvo” - não sem antes decantar algum saber sobre a própria verdade, e inventariar os laços que encadeiam, caso a caso, culpabilidade e gozo.

Notas

1“Para que a pergunta de Kant ['o que me é lícito esperar?'] tenha sentido, eu a transformarei em: de onde você espera? (...) A psicanálise certamente lhe permitiria esperar elucidar o inconsciente de que você é sujeito”. Lacan, Televisão: 1973/2003:541.

2Ver “O Triunfo da Religião”, precedido de “Discurso aos Católicos” (Lacan, 1960 e 1974/2005, Jorge Zahar).

3Ver http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/03/20/294999642.asp

4 Eu não penso que a psicanálise chegue a eliminar o senso de culpabilidade. (...) Quero precisar isto, porque há muitas pessoas que pensam que a psicanálise vá liberar a humanidade da culpabilidade. A culpabilidade, caro amigo, é a principal proteção contra a angústia. E como isso anda muito bem assim, seria um verdadeiro erro renunciar a ela”( Lacan, 1969:31).

5Ver Freud, “Vários Tipos de Caráter Descobertos no Trabalho Analítico”, III: “Os Delinqüentes em Conseqüência de Sentimento de Culpa” (1916/1981:2416-2428); e, posteriormente, em “O Problema Econômico do Masoquismo”: “Podemos interpretar o sentimento inconsciente de culpabilidade como uma necessidade de castigo por parte de um poder mental. Já sabemos também que o desejo de ser maltratado pelo pai, tão frequente nas fantasias, acha-se muito próximo ao de entrar numa relação sexual passiva (feminina) com ele, não passando de uma deformação regressiva do mesmo. (...) Por outro lado, o masoquismo cria a tentação de cometer atos ' pecaminosos' , que logo terão de ser castigados com as reprimendas da consciência moral sádica (como em tantos personagens da literatura russa), ou com as penas impostas pelo grande poder parental do Destino. Para provocar o castigo por parte desta última representação parental, o masoquismo induz a que se aja inadequadamente, trabalhe-se contra o próprio bem, destruam-se os próprios horizontes e inclusive que se ponha termo à própria existência” (Freud, 1924/1981:2758).

6(...) aqueles que foram mais longe no caminho da santidade são precisamente os que se acusam da pior pecaminosidade. A virtude perde assim uma parte da recompensa que se lhe prometera; o Eu submisso e austero não goza da confiança de seu mentor [o Supereu] e se esforça, ao que parece em vão, para obtê-la.” (Freud, “O Mal-Estar...”, 1929-30/1981:3055-3056).

O sadismo do super-eu e o masoquismo do eu se completam mutuamente e se unem para provocar as mesmas consequências. A meu ver, só assim pode entender-se que da subjugação das pulsões resulte – com frequência ou em geral – um sentimento de culpabilidade, e que a consciência moral se faça mais rígida e suscetível quanto mais amplamente o sujeito renuncia a toda a agressão contra os outros. Poderíamos esperar que um indivíduo que se esforça em evitar toda agressão culturalmente indesejável devesse gozar de uma consciência tranquila e vigiar o próprio eu com menos desconfiança. Geralmente, levanta-se a questão como se a exigência moral fosse o fato primordial, e a renúncia à pulsão fosse uma consequência da mesma; no entanto, deste modo, a origem da moralidade permanece inexplicada. Na realidade, parece ocorrer exatamente o contrário: a primeira renúncia pulsional é imposta por poderes externos e cria então a moralidade, que se manifesta na consciência moral e exige uma renúncia pulsional cada vez mais ampla” (Freud, “O Problema Econômico do Masoquismo”, 1924/1981:2758-2759).

Oscar Wilde poderia ter encontrado uma saída peculiar para este paradoxo detectado por Freud, em sua fórmula célebre: “A única forma de nos livrarmos de uma tentação é cedermos a ela”. Mas isso, infelizmente, também não funciona, como os quadros de compulsão ilustram fartamente: quanto mais o sujeito cede à tentação, mais ela o atormenta e mais exige dele.

7 Quanto a isso, Freud recomenda ao analista que jamais desculpabilize o neurótico, pois o sentimento de culpa não pode existir sem alguma causa. Que esta esteja soterrada no campo do desejo inconsciente e do impulso recalcado não a torna menos efetiva: “não; o afeto é justificável, e não há motivo para criticar a consciência de culpabilidade que atormenta o sujeito” (Freud, “Análise de um Caso de Neurose Obsessiva: Caso do 'Homem dos Ratos', 1909/1981:1451).

BIBLIOGRAFIA

 FREUD, Sigmund (1909/1981) – Análise de um caso de neurose obsessiva (caso “Homem dos Ratos”). In Obras Completas, vol. II. Madri, Biblioteca Nueva.

FREUD, Sigmund (1916/1981:2416-2428) - Vários Tipos de Caráter Descobertos no Trabalho Analítico, III: Os Delinqüentes em Conseqüência de Sentimento de Culpa. In Obras Completas, vol. III. Madri, Biblioteca Nueva.

FREUD, Sigmund (1924/1981) - O problema econômico do masoquismo. In Obras Completas, vol. III. Madri, Biblioteca Nueva.

FREUD, Sigmund (1927/1981) - O futuro de uma ilusão. In Obras Completas, vol. III. Madri, Biblioteca Nueva.

FREUD, Sigmund (1929[30]/1981) - O mal-estar na civilização.In Obras Completas, vol. III. Madri, Biblioteca Nueva.

HOSSEINI, Khaled (2003) – O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira.

JORNAL O GLOBO ON-LINE, seção Ciência (20/03/2007): Cientistas Estudam Medicamento que Poderia Apagar Traumas de Memória.

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/03/20/294999642.asp

LACAN, Jacques (1960-1961/1992). Sem. 8: A Transferência. Rio de Janeiro, Jorge Zahar.

LACAN, J. (1960 e 1974/2005) - Discurso aos Católicos e O Triunfo da Religião. Rio de Janeiro, Jorge Zahar.

LACAN, J. (1969) - Entrevista a Paolo Caruso. In Conversaciones com Lévi-Strauss, Foucault y Lacan. Barcelona, Ed. Anagrama.

LACAN, J. (1973/2003) – Televisão. In Novos Escritos, pp. 508-541. Rio de Janeiro, Jorge Zahar.